
O candidato suportado pelo Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC) às eleições presidências, Domingos Simões Pereira, afirmou que só com a recontagem dos votos nas urnas é que o povo guineense saberá quem foi o vencedor da segunda volta das eleições presidências na Guiné-Bissau.
“Se a entidade competente entendeu que não temos razoes à reclamar os resultados eleitorais, o único caminho para saber a verdade é abrir as urnas eleitorais para saber quem foi o vencedor das eleições presidências entre os dois candidatos”, argumentou Domingos Simões Pereira.
Em conferência de imprensa esta sexta-feira, 07 de Fevereiro, na sede principal do PAIGC em Bissau, Simões Pereira, não tem dúvidas de que ele foi o vencedor do escrutínio de 29 de dezembro último, segundo dados ao seu dispor.
Apesar do contencioso está a ser analisado pelo Supremo Tribunal de Justiça(STJ), o candidato declarado vencedor pela Comissão Nacional de Eleições(CNE), Umaro Sissoco Embaló, anunciou que vai tomar posse no dia 27 do mês em curso, com ou sem consentimento do presidente do Parlamento e da instância judicial guineense.
Nesta senda, Simões Pereira, considera de inválido e inexistente as afirmações do seu adversário, Sissoco Embaló, porque está totalmente frustrado com o imbróglio eleitoral.
Segundo Pereira, o comportamento de Embaló, mostra claramente que desconhece a constituição e as leis da república, e que este não está preparado no sentido de respeitar as leis internas da Guiné-Bissau.
Sobre a participação de Umaro Sissoco Embaló na 33.ª cimeira de Chefes de Estado e de Governo, marcada para domingo e segunda-feira, em Adis Abeba, Etiópia,o político e líder do PAIGC, chamou atenção à comunidade internacional, nomeadamente a CEDEAO e UA no sentido de respeitarem as regras do país, porque a Guiné-Bissau é um Estado soberano.
A CNE deu a vitória ao candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), Umaro Sissoco Embaló, com 53,55% de votos, tendo Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, obtido 46,45% dos votos, o que motivou um recurso movido por este ao STJ.
Na quarta-feira, a equipa jurídica do PAIGC entrou com um novo recurso no Supremo pedindo a anulação das eleições, alegando irregularidades no processo e fraude.
O Supremo ainda não se pronunciou sobre o pedido.