escrito por Joffre Justino 4 Fevereiro, 2020
Nao vou defender os cotas que aqui e muito bem criticas mas sim dizer-te que houve cotas e cotas e para começar meu caro Nasser posso falar te sobre quem me mandou o teu texto – um desses outros cotas que podia ter feito como muitos outros partindo para Portugal, ou a África do Sul, ou o Brasil, ou até a Austrália lambendo aí as feridas resultante da frustração dessa partida apressada e imposta – o Chassanha que partiu para as matas e combateu contra o neo colonialismo sovieto cubano
Poucos tiveram esta coragem de Chassanha, mas outros houve, como eu, que lutaram contra o colonialismo e uns poucos, como eu também, foram até presos políticos em Portugal.
Na verdade, há que assumir que nesse tempo, anos 60, primeiros anos 70, a cabeça da maioria branca era colonialista e havia uma minoria anti colonialista e ainda menor minoria nacionalista angolana e entre a comunidade negra/mestiça havia uma minoria ativa nacionalista uma maioria nacionalista passiva e uma minoria colonialista
Com o 25 de abril a divisão entre os movimentos de libertação e a intervenção estrangeira, que reinventou um MPLA até aí dividido e fez desaparecer a FNLA e a UNITA (temporariamente) nasce uma Angola bem torta
Tão torta que as Esquerdas nacionalistas Angolanas brancas são maioritariamente corridas com ou logo a seguir à saída da maioria branca, ou nem a Angola foi dado o poder sovietista e as Esquerdas nacionalistas negro mestiças ou são presas ou são eliminadas fisicamente no 27 de maio de 1977!
Fica o nucleo central netista e as elites negro mestiças vindas do tempo colonial e esses são os cotas que irás encontrar nos meios caluandas meu caro Nasser Inglês
E nesse contexto vale divulgar o teu texto bem fora do contexto do politicamente correto!
O legado dos nossos Cotas
A geração dos ditos nacionalistas, libertadores,antigos combatentes ou qualquer outro nome bonito que adoram ser chamados serão conhecidos como a geração mais fracassada da história africana. Sua história será de ganância, luxuria,
traições,bajulação e tirania.
Hoje, enquanto controlam o sistema educacional e os medias, podem contar um belo conto de fadas sobre seu percurso histórico, mas a realidade é que ficarão eternamente conhecidos como os mentores da idade do terror e da cleptocracia em África.
Assimilados, negropeus, sipaios, traidores, autocráticos,machistas e partidáristas fanáticos, neo colonialistas, homens que nunca amaram África e entregaram aos leões aqueles que alguma vez amaram esse continente moribundo.
Na juventude o que os moveu a lutar nunca foi o desejo de libertar seu irmão mas sim a vontade selvagem de se apossar do poder, do luxo e das benesses que com inveja observavam os brancos a usufruírem.
Nada é mais prazeroso para eles do que estar junto das elites brancas, buscam a aceitação branca com a mesma intensidade que uma crianças perdida em suas emoções e desejos dentro de uma loja de brinquedos.
Seus filhos são claramente o resultado de sua mentalidade doente, jovens tontos, amantes do supérfluo,hipócritas e desumanos, que sem qualquer resquício de humanidade desfrutam de uma vida de luxo a custa do sofrimento da maioria da população africana .
A geração destes senhores são uma vergonha para qualquer pessoa minimamente lúcida, somente os sem carácter, ignorantes e famintos conseguem ver qualidades nestes senhores a que teimosamente chamamos de “Pais da Nação”.
Mas, ao contrário do que a maioria pensa, os tão mal falados bajús são os menos alienados do grupo que venera esses dinossauros, tenho certeza que os bajús têm plena consciência da natureza pequena e mesquinha destes cotas, eles sabem que é fácil sacar doces das mãos desses decrépito, por isso os enchem com festinhas, intitulam os de sábios, de iluminados e outros títulos que abundam na língua portuguesa, tudo porque sabem que uma mente cheia de complexos entregará o mundo a quem o adula.
O mesmo acontece com os imigrantes brancos que vem para África ( não estão inclusos os trabalhadores honestos), a muito que já toparam como a mente desse seres cheio de complexo de inferioridade funciona, por isso conseguem com facilidade postos de importância nas suas empresas, tornam-se sócios dos seus negócios e principalmente conseguem convence-los a depositar toda a riqueza, resultante da depredação do erário público, nos bancos europeus para que um dia passam congelar as contas bancárias e todo dinheiro ficar de vez na Europa.
É deveras assombroso como esse complexo de inferioridade adquirido na época colonial tem definido todos os actos desse cotas, ao ponto de destruírem suas próprias nações sem qualquer remorso ou pudor, tudo porque querem estar junto daquele que um dia os chamaram de macacos.
Não estou a dizer que não houve pessoas na geração destes incapazes que não lutaram por África, claro que houve, mas estes a muito que morreram ou foram silenciados.
Sinceramente é vergonhoso o legado que estes MALANDROS deixarão para as futuras gerações.